As organizações têm sofrido pressão do TCU para que façam a adoção de um modelo de gestão mais eficiente através da implantação de um conjunto de práticas muito utilizadas na Governança Corporativa, e que se apresentam algumas vezes como um desafio para a gestão pública.

Fundamentalmente, o TCU orienta para que as instituições públicas tenham uma visão estratégica clara sobre para onde querem ir e um plano que lhes oriente como chegar lá. Mas para empreender esta mudança do modo de pensar é necessário se despir do modelo tradicional e alterar muitas crenças e quebrar paradigmas, pois este novo modelo é praticamente uma revolução em relação ao modelo de gestão tradicional aplicada ao setor público.

Como o propósito deste texto é a Gestão de Competências, focaremos na dimensão de pessoas e competências (L1) prevista nas orientações do TCU no que tange a Governança Corporativa.

 

Como preparar as pessoas para darem suporte a esse plano?

Diante das orientações voltadas a Liderança, a ideia do modelo de competências representa uma revolução ao modelo tradicional, pois traz para a dimensão da gestão de pessoas a lógica de uma gestão estratégica de recursos humanos na qual as pessoas e o seu desenvolvimento passam ser importantes e o capital humano, o centro das organizações públicas.

A Gestão de Pessoas é uma inversão da lógica tradicional, já que, ao invés de ter um perfil profissional e de competências que se enquadre em um determinado cargo, ela trabalha sobre um conjunto aberto de possibilidades que permite alocar as pessoas em função das necessidades que irão surgindo na busca pelos objetivos estratégicos definidos. Essa flexibilidade é construída a partir do conhecimento das Competências e do potencial de desenvolvimento de cada pessoa.

No próximo texto falarei sobre: Qual deverá ser o ponto de partida ?  a definição da estratégia e competências organizacionais ?

Deixe comentário

Seu endereço de e-mail não será publicado. Os campos necessários são marcados com *.